A Casa Branca incluiu o Brasil em um relatório de países que, por apresentarem maior integração comercial com a China, dificultam a aplicação das tarifas norte-americanas contra produtos chineses.
O documento, divulgado na terça-feira (11), classifica o Brasil no chamado "Tier 2", ao lado de Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O grupo reúne países com integração econômica significativa com Pequim e participação em cadeias de fornecedores, plataformas industriais, sistemas logísticos ou rotas regionais.
O Brasil também aparece em outra classificação, a de "corredores latino-americanos", ao lado de Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Segundo o documento, este grupo está associado ao redirecionamento de mercadorias pelos oceanos Pacífico e Atlântico, além de armazenamento alfandegado e montagem regional.
Relatório pede investigação adicional
No total, 40 países são apontados por práticas como "reetiquetagem", "reembalagem", "refaturamento", "processamento de menor relevância", "falsas declarações de país de origem" e outras ações destinadas a obter tratamento tarifário que não seria aplicado caso a origem econômica real das mercadorias fosse declarada.
Os próprios autores do relatório, porém, ressaltam que são necessárias investigações adicionais para determinar em que medida os produtos tarifados foram redirecionados por terceiros países. O documento destaca a necessidade de diferenciar casos de produção legítima e transformação substancial de simples mudanças de origem ou rotas comerciais destinadas a reduzir tarifas.