'Consequências monstruosas': ex-presidente da Rússia alerta Japão sobre Ilhas Curilas

"Eram, são e continuarão sendo território russo", afirmou Dmitry Medvedev.

Independentemente das declarações do Japão, as Ilhas Curilas "eram, são e continuarão sendo" parte da Rússia, destacou o ex-presidente russo e vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, em uma publicação no X nesta quinta-feira (13).

"Qualquer um que não entender isso enfrentará as consequências monstruosas de sua ilusão", alertou Medvedev em reposta ao protesto da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, contra a visita do presidente Vladimir Putin à ilha russa de Iturup.

Sanae Takaichi "condenou veementemente" a visita do presidente russo, e alegou que o gesto pode "agravar os sentimentos anti-Rússia no Japão e inevitavelmente dificulta a recuperação das relações a médio e longo prazo", apesar de ter sido o Japão que unilateralmente impôs sanções à Russia em 2022.

Putin chegou às Ilhas Curilas em 13 de agosto. Na ilha de Iturup, ele visitou a fábrica de processamento de peixe de Yasny e um hospital, entre outras instalações. Na fábrica, o presidente observou as operações, experimentou caviar local, conversou com os trabalhadores e posou para fotos com a equipe.

Posição da Rússia

O protesto de Tóquio e a renovação de antigas reivindicações ocorrem um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter supervisionado a fase final de manobras em larga escala da Frota russa do Pacífico em sua visita à cidade de Yuzhno-Sakhalinsk e ter comentado as exigências do Japão em relação às Ilhas Curilas. Além disso, no Livro Branco de Defesa aprovado neste mês, o Japão caracterizou a Rússia como uma ameaça crescente.

Putin afirmou que a soberania russa sobre as ilhas, localizadas entre a península de Kamchatka, na Rússia, e a ilha japonesa de Hokkaido, está respaldada internacionalmente e representa a realidade decorrente do resultado da Segunda Guerra Mundial.

Apesar disso, o presidente russo ressaltou que Moscou já demonstrou disposição para "buscar uma solução" para a questão. Ele também reiterou que a Rússia "não tem absolutamente nenhuma reivindicação" contra o Japão e que não representa uma ameaça ao país.

Segundo Putin, Tóquio, apesar disso, passou a incluir a Rússia "entre as principais fontes de ameaça". O líder russo também criticou as sanções que o Japão impôs a Moscou, classificando-as como "não provocadas".