A África está ganhando importância nos planos das montadoras chinesas, que começam a investir na produção local em vez de simplesmente importar veículos da China, relatou a AP na quarta-feira (12).
O continente atrai o setor devido à sua urbanização, à crescente classe média e políticas governamentais favoráveis, enquanto a demanda no mercado chinês está diminuindo e as barreiras comerciais estão aumentando na Europa e na América do Norte.
Um exemplo é a Chery, a maior exportadora de automóveis da China. Em julho, a empresa comprou uma antiga fábrica da Nissan perto de Pretória, na África do Sul, onde planeja produzir híbridos plug-in, veículos elétricos e modelos Jetour. A BAIC, outra grande fabricante do gigante asiático, também possui uma fábrica e unidade de montagem no país.
África aposta na produção local
Entre os mercados africanos com maior potencial para atrair investimentos chineses em veículos elétricos, analistas destacam África do Sul, Marrocos, Quênia, Etiópia e Gana. Fatores que contribuem para esse cenário incluem capacidade industrial, políticas favoráveis e o desenvolvimento da infraestrutura elétrica.
Marrocos, onde está planejada a primeira gigafábrica de baterias em larga escala da África, também se beneficia de sua proximidade com os mercados europeus. Entretanto, as vastas reservas de lítio do Zimbábue podem contribuir para o desenvolvimento das cadeias de suprimento de baterias.
A Etiópia proibiu a importação de veículos com motor de combustão interna em 2024 e estabeleceu tarifas mais baixas para veículos elétricos montados localmente, enquanto a África do Sul oferece incentivos para atrair investimentos em veículos elétricos e a hidrogênio. Contudo, a expansão ainda enfrenta obstáculos como deficiências de infraestrutura e incertezas regulatórias, sendo que uma rede de recarga adequada é essencial para o desenvolvimento de veículos elétricos.