'Não têm filhos? Vão pra guerra': militar ucraniano propõe mobilização de mulheres

Sergey Gnezdilov afirmou que essa decisão é inevitável dada a escassez de soldados, que não há diferença entre um homem com dois filhos e uma mulher sem filhos, e que mulheres podem ser úteis no exército apesar de não serem fortes.

O oficial das Forças Armadas da Ucrânia, Sergey Gnezdilov, propôs, em entrevista à agência de notícias RBK-Ucrânia na quarta-feira (12), o recrutamento de mulheres sem filhos e seu envio para a frente de batalha.

Gnezdilov, que serve na 56ª Brigada Independente de Infantaria Motorizada, foi questionado se acredita que a mobilização de mulheres é inevitável. "Absolutamente. Estamos caminhando nessa direção porque cada vez menos homens", afirmou.

"Precisamos definir as categorias de mulheres elegíveis para o serviço militar obrigatório. Você tem filhos? Obviamente, não é elegível. Se você não é estudante, não tem filhos ou não é médica em um centro distrital cujo atendimento é crucial para os aposentados, então você está na linha de frente", declarou.

O militar relatou que na unidade dele havia muitas mulheres que "se adaptaram". "Mesmo que uma mulher não seja particularmente forte fisicamente, há trabalho administrativo ou tarefas para ela na retaguarda. Qual a diferença fundamental entre um homem com dois filhos e uma mulher sem filhos? Nenhuma", concluiu.