O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu na quarta-feira (12) que os países membros do Escudo das Américas — abandonem o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Em visita a Panamá, Hegseth afirmou que a organização é "falsa e ilegítima" e que tenta "despojar governos e tribunais de sua soberania".
O chefe do Pentágono acusou forças internacionais de esquerda e veículos de imprensa de orientação política semelhante de conspirar para "fazer valer ilegalmente" a jurisdição da corte sobre militares e operações dos EUA e de seus aliados.
"Nossas ações neste âmbito são 100% legais segundo o direito dos conflitos armados", afirmou. "É notável que este suposto tribunal e outros organismos globalistas minem nossos esforços, mas não façam nada para exigir responsabilidade dos verdadeiros terroristas e tiranos", acrescentou.
- Anteriormente, a República do Chade e a Venezuela anunciaram sua retirada do TPI. O país africano citou parcialidade contra países africanos como motivo para sua decisão, enquanto Caracas justificou sua retirada afirmando que "as ações do tribunal refletem um comprovado viés geográfico, concentrando desproporcionalmente seu trabalho em países africanos e latino-americanos, em detrimento do Sul Global".
- A retirada ocorre após um anúncio similar feito por Níger, Mali e Burkina Faso.
- Em meados de julho, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou o início de uma campanha diplomática com o objetivo de desmantelar o TPI. Em 23 de julho, ele chamou a organização de "estúpida". Ele também afirmou que os Estados Unidos têm muitas divergências com ela, acrescentando que "há alguns lunáticos e malucos no TPI".