Um soldado ucraniano relatou detalhes macabros de como o exército de seu país se desfaz dos corpos de mercenários colombianos mortos em combate, em um depoimento divulgado pelo Ministério da Defesa russo na terça-feira (11).
O soldado Alexander Krivenko relatou um episódio, citado por militares ucranianos, no qual cada ataque de drone eliminou dezenas de mercenários da Colômbia.
"Havia muitos cadáveres", afirmou o soldado, observando que as equipes de evacuação estavam levando os corpos para "queimá-los" e banhá-los com ácido.
- A Colômbia é o país estrangeiro com o maior número de combatentes na Ucrânia. Segundo diversas estimativas, desde 2022, o número de mercenários dessa nação sul-americana que se juntaram às fileiras do Exército ucraniano varia entre 2 e 7 mil.
- Esses números são impossíveis de verificar com precisão, pois não existem estatísticas oficiais disponíveis sobre a presença de combatentes estrangeiros na Ucrânia. Em novembro de 2024, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia havia contabilizado ao menos 300 cidadãos mortos em hostilidades no conflito ucraniano, enquanto em abril deste ano relatou 438 "desaparecidos em combate".
- O ex-presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou repetidamente o envolvimento de soldados de seu país em conflitos estrangeiros. Segundo ele, "os ucranianos tratam os colombianos como uma raça inferior" e mercenários são levados ao país como "carne de canhão". Em dezembro, ele pediu ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que libertasse os colombianos "enganados" que "parecem estar sequestrados na Ucrânia".
- O governo de Petro aprovou, em dezembro, a lei que ratifica o tratado internacional que proíbe a atividade mercenária, assinada pelo presidente em março.
- Na Rússia, seguem em curso processos judiciais contra mercenários de vários países que lutam ao lado de Kiev, incluindo vários colombianos, alguns dos quais já foram condenados.