A Polícia Civil de São Paulo indiciou Felipe Acosta e Natan Lima Reinig, funcionários do Goldman Sachs, sob suspeita de participação em um esquema envolvendo a estrutura acionária da Oncoclínicas. A informação foi publicada pela Financial Times nesta terça-feira (11).
Segundo a investigação, o banco teria ocultado informações de acionistas e depois transferido ações para o fundo americano Centaurus, causando prejuízos a investidores minoritários.
A polícia afirma que os dois executivos participaram conscientemente de operações que teriam enganado acionistas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a B3 e outros investidores.
Regra dos 15%
O caso envolve uma regra da Oncoclínicas que prevê oferta pública obrigatória quando um acionista ultrapassa 15% da empresa, percentual que teria sido alcançado pela Centaurus.
A Centaurus contesta a obrigação de realizar a oferta e afirma que sua participação já existia antes da abertura de capital da companhia, em 2021.
A questão está em análise pela CVM, enquanto Acosta e Reinig ainda não foram formalmente acusados; cabe ao Ministério Público decidir se apresentará denúncia.
O Goldman Sachs classificou as alegações como "infundadas" e afirmou que continua acreditando ter agido corretamente.
A Oncoclínicas, que enfrenta dificuldades financeiras, entrou no mês passado com pedido de reestruturação extrajudicial.