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Embaixador dos EUA em Israel reconhece aumento da capacidade de mísseis do Irã

Enviado especial para Israel afirmou que, apesar dos reveses sofridos pelo programa nuclear de Teerã, o alcance de seu arsenal balístico teria aumentado de 2 mil para mais de 4,1 mil quilômetros em apenas um ano.
Embaixador dos EUA em Israel reconhece aumento da capacidade de mísseis do IrãGettyimages.ru

Teerã atravessa seu período de maior fragilidade em 47 anos, mas, ao mesmo tempo, conseguiu ampliar perigosamente o alcance de seus mísseis balísticos, colocando diversas capitais europeias ao alcance de seu arsenal, afirmou o enviado especial dos Estados Unidos para Israel, Mike Huckabee, em entrevista à emissora Fox News neste domingo (9).

Segundo o diplomata, os danos infligidos à República Islâmica são reais e o programa de desenvolvimento de armas nucleares do país sofreu um revés significativo. Huckabee ressaltou, no entanto, que, paralelamente, a capacidade militar iraniana evoluiu em outra direção.

"O regime iraniano está mais fraco do que esteve nos últimos 47 anos. Os danos e o sofrimento que estão sendo infligidos a eles não são fruto da imaginação", afirmou.

Por outro lado, acrescentou que "a capacidade de fabricar uma arma nuclear sofreu um grande revés". "Mas, infelizmente, a capacidade de mísseis aumentou. E, em um ano, eles passaram de ser capazes de lançar um míssil balístico com alcance de 2 mil quilômetros para um com alcance superior a 4,1 mil quilômetros", declarou.

O funcionário americano advertiu que essa expansão permitiria ao Irã atingir cidades em grande parte da Europa, citando Londres, Paris, Berlim e Roma como exemplos. "Todas essas cidades estão agora na mira do Irã", afirmou.

Embora o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, tenha declarado no fim de fevereiro que um dos objetivos de Washington era "destruir os mísseis ofensivos iranianos e sua produção", o país persa continua realizando ataques na região.

Ao mesmo tempo, veículos de imprensa americanos têm relatado periodicamente o esgotamento dos estoques de armamentos dos Estados Unidos, especialmente em razão da ofensiva lançada por Washington contra Teerã.