Ex-jogadores da NBA que querem jogar como mulheres causam consternação no basquete feminino dos EUA

A prioridade é "preservar a integridade" do esporte e "garantir uma competição justa em todos os momentos", afirmou a instituição.

A Associação Nacional de Basquete Feminino (WNBA) divulgou um comunicado na sexta-feira (7) após a polêmica gerada pelos ex-jogadores da NBA Royce White e Enes Kanter Freedom, que anunciaram sua intenção de se inscrever no draft da WNBA de 2027, alegando atender aos critérios de elegibilidade.

Em resposta a essa contestação da mídia, a comissária Cathy Engelbert enviou um memorando interno às equipes descrevendo o debate em torno da participação de atletas transgênero* no basquete feminino como "complexo e cheio de nuances". De acordo com o documento obtido pela Associated Press, Engelbert afirmou que a questão será tratada com respeito e de acordo com os "valores tradicionais" da WNBA, mas enfatizou que a principal prioridade da organização é "preservar a integridade" do esporte e "garantir uma competição justa em todos os momentos".

Segundo a Associated Press, ao contrário de outras organizações, as regras de elegibilidade da WNBA são negociadas coletivamente. Atualmente, o acordo estipula que "apenas jogadoras" podem participar, mas não detalha regulamentações específicas sobre identidade de gênero ou sexo atribuído ao nascimento, deixando uma clara brecha legal.

Para resolver esse impasse, o memorando afirma que a liga iniciará consultas com jogadoras e executivos. Além disso, um grupo de trabalho especial, composto por presidentes e gerentes gerais, começará a se reunir na próxima semana para definir uma posição oficial.

*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.