A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo confirmou na sexta-feira (7) um caso de influenza aviária de alta patogenicidade, conhecida como gripe aviária, em um irerê encontrado no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista.
A ave, da espécie Dendrocygna viduata, é um tipo de marreco encontrado na África tropical, nas Antilhas e na América do Sul e não é habitante do parque. Segundo a secretaria, a ocorrência não tem relação com granjas comerciais nem com a produção de alimentos.
O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Antes do resultado, a Defesa Agropecuária realizou o isolamento da ave, o exame clínico e a coleta das amostras encaminhadas para análise.
De acordo com o governo paulista, a identificação do vírus em uma ave silvestre não provoca embargos às exportações de carnes ou ovos e não modifica o status sanitário do estado de São Paulo nem do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A administração estadual também informa que o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro.
Vigilância será ampliada na região
A Defesa Agropecuária informou que não há estabelecimentos avícolas comerciais em um raio de 10 quilômetros do local onde o caso foi registrado.
Equipes realizarão vigilância epidemiológica na região para verificar a ocorrência de mortes de aves ou de sinais clínicos compatíveis com a influenza aviária de alta patogenicidade. Moradores também serão alvo de ações de educação sanitária.
A Secretaria de Estado da Saúde acompanha o caso em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. A pasta monitora ainda os moradores envolvidos na notificação da ocorrência. Até o momento, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos.
O estado conta com um Plano de Contingência voltado à coordenação de ações diante de casos de influenza aviária em humanos. O documento foi elaborado em 2023 pela Coordenadoria de Controle de Doenças e recebeu atualização em 2025.
Por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola, a Defesa Agropecuária também mantém contato com equipes das áreas de saúde e meio ambiente, administrações de parques e zoológicos e organizações não governamentais para as ações relacionadas à influenza aviária.