A primeira-dama Janja Lula da Silva voltou a defender neste sábado (8) o bloqueio do Discord no Brasil. Durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra (SP), ela afirmou que é preciso encontrar "urgentemente" instrumentos jurídicos para impedir o funcionamento da plataforma no país.
Na sequência, a primeira-dama reiterou sua defesa de que o serviço seja retirado do país.
"Eu vou novamente aqui reiterar a minha luta para que essa plataforma seja banida do Brasil. Só assim a gente pode garantir a segurança de nossas crianças e das mulheres", declarou.
Janja classificou como "um absurdo" o que ocorre, segundo ela, no "submundo" da plataforma e afirmou que o Discord teria responsabilidade sobre práticas realizadas por usuários.
A primeira-dama também citou o caso de uma menina de 13 anos que morreu após participar de um desafio relacionado à plataforma.
Ela ainda criticou a disseminação de misoginia e de discursos de ódio contra mulheres no serviço e mencionou situações envolvendo violência contra animais.
Nova manifestação
A fala ocorre um dia após Janja já ter pedido publicamente o bloqueio do Discord no Brasil. Na ocasião, durante uma cerimônia de sanção de medidas voltadas ao reforço da proteção de crianças e adolescentes na internet, a primeira-dama classificou a plataforma de forma negativa e defendeu medidas para impedir seu funcionamento no país.
A nova manifestação reforça a posição apresentada anteriormente e amplia as críticas ao Discord, com Janja cobrando do governo a busca por mecanismos legais que permitam retirar a plataforma do ar.
Violação internacional
Na Rússia, o Discord é bloqueado. De acordo com autoridades competentes. a plataforma violou a lei local.
O ponto sensível para o bloquei foi, justamente, a ausência de responsabilização dos gestores da plataforma. Isso porque, repetidas vezes, o Discord negou retirar do ar conteúdos proibidos.
Antes da decisão, tomada em outubro de 2024, a empresa já havia sido multada por conteúdo ilegal, de acordo com a imprensa local.
O cumprimento da lei "é necessário para impedir o uso do mensageiro para fins terroristas e extremistas, o recrutamento de cidadãos para tais fins, a venda de drogas e a publicação de informações ilegais", destacou o órgão regulador russo.