
Irã revela o que os EUA devem fazer para reabrir Ormuz

A reabertura do estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem as condições do Irã, afirmou neste sábado Hossein Mohebbi, porta-voz do Guardar Revolucionária do Irã (CGRI).

"A reabertura do estreito de Ormuz está sujeita aos mecanismos e às condições específicas da República Islâmica do Irã e não tem qualquer relação com as negociações entre Irã e Omã", declarou o porta-voz à imprensa neste sábado (7).
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Nesse sentido, Mohebbi destacou que, para o Irã, o estreito não é apenas uma rota marítima comercial, mas também um elemento fundamental de seu poder geográfico e estratégico.
"A reabertura do estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições do Irã e cessarem sua interferência no processo de negociação regional. Assim que os EUA aceitarem as condições iranianas, o estreito de Ormuz será reaberto, sem dúvida alguma", afirmou.
Nova rota acordada
Nesta semana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Irã e Omã haviam acordado as coordenadas geográficas de uma nova rota pelo estreito de Ormuz.

"Foram acordadas as coordenadas geográficas da rota prevista por ambas as partes. Além disso, desde que não haja obstrução por parte de terceiros, está sendo concluída a redação e a revisão de uma declaração conjunta que reúne os principais pontos e as considerações acordadas", informou a chancelaria iraniana.
Baghaei explicou que, inicialmente, o estreito de Ormuz foi fechado devido à agressão militar dos EUA e de Israel e às "consequentes repercussões para a segurança de toda a região".
"Por isso, o acordo entre Irã e Omã, por si só, não pode garantir a segurança do estreito para os navios em trânsito, uma vez que persistem os fatores que provocam sua desestabilização, especificamente o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e outras ações agressivas e ameaçadoras contra o Irã e seus interesses", ressaltou.
- Em 8 de julho, Donald Trump encerrou o cessar-fogo alcançado na noite de 17 para 18 de junho, após o qual as forças americanas lançaram diversos ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar navios mercantes no estratégico Estreito de Ormuz. Teerã acusou os EUA de violarem o memorando de entendimento e respondeu com repetidos ataques a bases militares americanas no Oriente Médio.
