
Juízes suspendem reforma do salão de baile da Casa Branca e lembram Trump de que ele é um 'inquilino temporário'

Na sexta-feira (7), um tribunal federal de apelações ordenou que o governo Trump interrompesse a construção do monumental salão de baile na Ala Leste da Casa Branca, avaliado em US$ 600 milhões, por falta de aprovação do Congresso, informou a Reuters.
Em uma decisão contundente, três juízes do Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia lembraram a Trump de que ele é um "inquilino temporário" e não o proprietário da residência, o que torna inconstitucional alterar o prédio sem a aprovação do Congresso. "Esta não é uma questão de supervisão executiva", enfatizaram.

Por meio de sua rede social, Truth Social, o presidente denunciou a medida como uma "decisão injusta" e anunciou um recurso imediato à Suprema Corte. Trump justificou o megaprojeto de 8.400 metros quadrados alegando que ele é financiado com capital privado — sem custos para os contribuintes — e que, na verdade, esconde um "centro militar" vital para a segurança nacional, equipado com abrigos antibombas, "instalações militares ultrassecretas" e outras medidas de segurança.
A decisão judicial confirma uma ação movida pelo National Trust for Historic Preservation (Fundo Nacional para a Preservação Histórica). Ao rejeitar os argumentos do Executivo, o tribunal decidiu que "não existe nenhuma lei que sequer se aproxime de conceder ao presidente a autoridade que ele alega ter" sobre o patrimônio histórico americano. Em abril, juízes do Tribunal de Apelações do Circuito de Washington, D.C., haviam suspendido a decisão para revisar o caso.
