A crise política na FIFA expôs uma divisão entre confederações e federações nacionais sobre o futuro do presidente Gianni Infantino. A disputa começou após a proposta do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de parte da entidade, incluindo o controle de competições como as Copas do Mundo.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) confirmou apoio a Infantino. O Comitê Executivo aprovou por unanimidade a atualização apresentada pelo presidente e pelo secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström. O presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que a entidade "acolhe e apoia" a atualização e destacou que governança, devido processo legal e transparência são "cruciais e inegociáveis".
Na América do Sul, a Conmebol adotou posição mais cautelosa. A entidade saudou a retirada da proposta FFE e afirmou que não apoiará ações que desconsiderem os mecanismos institucionais e eleitorais da FIFA. Contudo, seus conselheiros manifestaram apoio à continuidade da condução de Infantino.
A Associação de Futebol Argentino (AFA) também manifestou apoio direto ao atual dirigente. A entidade elogiou a retirada da proposta e o pedido de desculpas enviado às 211 associações filiadas. "O caminho a seguir é continuar trabalhando sob sua liderança", afirmou a AFA.
Oposição da UEFA
No México, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) também declarou apoio à liderança de Infantino, defendendo o fortalecimento institucional e o desenvolvimento do futebol. A posição contrasta com a da Concacaf, que havia criticado a direção da FIFA durante a crise provocada pelo projeto FFE.
A UEFA permanece no campo de oposição. A confederação europeia rejeitou as desculpas apresentadas por Infantino e Grafström e afirmou que a retirada da proposta não é suficiente para encerrar o conflito. Segundo a entidade, também seriam necessárias garantias de que iniciativas semelhantes não voltarão a ocorrer. "Essas condições não foram cumpridas", afirmou a UEFA.