Novo presidente da Colômbia promete reaproximação com EUA e Israel

Abelardo de la Espriella tomou posse nesta sexta-feira (7) prometendo fortalecer os laços com Washington, restabelecer as relações diplomáticas com Israel e abandonar a política de "paz total" de Gustavo Petro.

O conservador Abelardo de la Espriella tomou posse nesta sexta-feira (7) como presidente da Colômbia para o mandato de 2026 a 2030, em uma cerimônia realizada em um centro de eventos na cidade de Cali. Pela primeira vez na história do país, a transmissão do cargo ocorreu fora da capital, Bogotá, marcando uma ruptura com a tradição das posses presidenciais colombianas.

O evento reuniu delegações internacionais e chefes de Estado. O vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo, afirmou que a presença da comitiva dos Estados Unidos simboliza uma nova etapa nas relações bilaterais e agradeceu à delegação norte-americana, destacando a intenção do novo governo de "reiniciar" a cooperação entre os dois países.

Antes de assumir o cargo, De la Espriella prometeu pôr fim à política de "paz total" implementada por seu antecessor, Gustavo Petro, liberalizar a economia, retomar a exploração em larga escala de hidrocarbonetos, fortalecer os laços com os Estados Unidos e restabelecer as relações diplomáticas com Israel, suspensas por Petro após classificar repetidamente como "genocídio" as ações militares de Tel Aviv na Faixa de Gaza.

Horas antes da posse, Petro fez seu discurso de despedida e afirmou que deixava o cargo conforme havia prometido. "Disseram que eu fecharia o Congresso da República. Nem por um dia", declarou.

A cerimônia foi acompanhada por manifestações em diferentes partes da Colômbia. Em Cali, especialmente na região de Puerto Resistencia — símbolo dos protestos sociais de 2021 — apoiadores de Petro se reuniram para se despedir do ex-presidente e prometeram manter a mobilização durante o novo mandato. Manifestantes expressaram preocupação com o futuro do país, afirmando que o novo governo governará "para os mesmos de sempre", enquanto outros defenderam a continuidade da oposição e disseram que pretendem disputar novamente o poder nas próximas eleições.

O governo colombiano mobilizou um amplo esquema de segurança para garantir a posse. A Força Aeroespacial Colombiana informou que monitorou o espaço aéreo de Cali durante toda a cerimônia, enquanto a Defensoria do Povo afirmou que trabalhou para assegurar uma transição pacífica e o direito às manifestações registradas em Cali, Bogotá e Barranquilla.