O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, declarou nesta sexta-feira (7) que a integração do país à União Europeia não faz parte da agenda política imediata do governo.
O líder armênio afirmou que, no momento, não há condições para a realização de um referendo sobre o tema, uma vez que o país ainda carece de respostas sobre as perspectivas reais de adesão ao bloco europeu.
"Os cidadãos perguntarão: 'Quais são as nossas perspectivas de nos tornarmos membros da União Europeia? Qual é o nosso roteiro?' E assim por diante. E há muitas, muitas perguntas para as quais não temos respostas", afirmou Pashinyan.
Yerevan anunciou recentemente seu caminho rumo à integração com a União Europeia. Em março de 2025, o Parlamento armênio aprovou uma lei para iniciar o processo de entrada na UE, medida que foi ratificada pelo presidente Vaagn Khachaturyan em abril do mesmo ano.
Posição russa
O presidente russo Vladimir Putin pediu à Armênia para definir sua orientação política e econômica "o mais rápido possível".
Putin explicou que, dado que o país do Cáucaso continua sendo membro da União Econômica Eurasiática (UEE), que inclui Rússia, Belarus, Quirguistão, Cazaquistão e Armênia, e busca fortalecer a integração econômica e desenvolver o livre comércio na região, as recentes medidas tomadas por Yerevan em direção à integração com a UE são incompatíveis com os fundamentos desse grupo.
Putin enfatizou que Moscou considera o "direito de todo país soberano, como a Armênia", de escolher seus parceiros. Em maio, o presidente russo também propôs um referendo à república caucasiana sobre a adesão à UE para facilitar uma "separação suave" da Rússia.
Em junho, o secretário do Conselho de Segurança da Federação Russa, Sergey Shoigu, advertiu que a integração europeia implicaria em um rompimento com a Rússia e com a UEE, mergulhando a economia armênia em uma crise profunda. Segundo Shoigu, a UE não estaria disposta a arcar com os custos da transição, que incluiriam gastos bilionários para cobrir o diferencial dos preços do gás, além do risco da perda de mercados essenciais, dado que o setor produtivo da Armênia possui uma forte relação com o mercado russo.