A procuradoria de Israel acusou o colono judeu Yinon Eliya Levi, 33, de assassinar o ativista palestino Awdah Hathaleen, morto em julho passado durante um confronto na aldeia de Umm al-Khair, nas colinas do sul de Hebron, segundo informou o Jerusalem Post na quinta-feira (6).
Segundo a acusação apresentada ao Tribunal Distrital de Beersheba, Levi trabalhava como empreiteiro de terraplenagem em um novo bairro do assentamento vizinho de Carmel e ordenou que uma escavadeira abrisse uma rota não autorizada em terras privadas palestinas. Moradores tentaram impedir a operação da máquina e filmaram o ocorrido; o operador teria atingido um deles com o rompedor do equipamento, ferindo-o. Durante o confronto, alguns moradores jogaram pedras contra a escavadeira, e Levi teria agredido uma pessoa e quebrado um celular usado para filmar a cena.
Em seguida, ele teria disparado um tiro em direção às construções da aldeia, numa área com adultos e crianças presentes. Hathaleen, que filmava a cerca de 20 metros dali, foi atingido no tórax e morreu a caminho do hospital. Levi ainda teria disparado um segundo tiro para o ar.
Além do homicídio, Levi foi acusado de invasão de propriedade privada com porte de arma e dano doloso à propriedade.
Hathaleen era professor de inglês e ativista contra a violência dos colonos, além de ter contribuído com imagens para o documentário vencedor do Oscar "No Other Land", sobre a vida palestina em Masafer Yatta.