
Colono israelense é acusado de assassinar ativista palestino

A procuradoria de Israel acusou o colono judeu Yinon Eliya Levi, 33, de assassinar o ativista palestino Awdah Hathaleen, morto em julho passado durante um confronto na aldeia de Umm al-Khair, nas colinas do sul de Hebron, segundo informou o Jerusalem Post na quinta-feira (6).
Segundo a acusação apresentada ao Tribunal Distrital de Beersheba, Levi trabalhava como empreiteiro de terraplenagem em um novo bairro do assentamento vizinho de Carmel e ordenou que uma escavadeira abrisse uma rota não autorizada em terras privadas palestinas. Moradores tentaram impedir a operação da máquina e filmaram o ocorrido; o operador teria atingido um deles com o rompedor do equipamento, ferindo-o. Durante o confronto, alguns moradores jogaram pedras contra a escavadeira, e Levi teria agredido uma pessoa e quebrado um celular usado para filmar a cena.
An Israeli settler just shot Odeh Hadalin in the lungs, a remarkable activist who helped us film No Other Land in Masafer Yatta. Residents identified Yinon Levi, sanctioned by the EU and US, as the shooter. This is him in the video firing like crazy. pic.twitter.com/xH1Uo6L1wN
— Yuval Abraham יובל אברהם (@yuval_abraham) July 28, 2025

Em seguida, ele teria disparado um tiro em direção às construções da aldeia, numa área com adultos e crianças presentes. Hathaleen, que filmava a cerca de 20 metros dali, foi atingido no tórax e morreu a caminho do hospital. Levi ainda teria disparado um segundo tiro para o ar.
Além do homicídio, Levi foi acusado de invasão de propriedade privada com porte de arma e dano doloso à propriedade.
Hathaleen era professor de inglês e ativista contra a violência dos colonos, além de ter contribuído com imagens para o documentário vencedor do Oscar "No Other Land", sobre a vida palestina em Masafer Yatta.
This is the settler who killed our dear friend ‘Awdah Hathaleen.
— Basel Adra (@basel_adra) July 29, 2025
At the end of the video, he fires the bullet that took the life of ‘Awdah
Today, the apartheid court decided to release him to house arrest.
Yinon Levi, a settler sanctioned by 9 countries (now 8, because of Trump) pic.twitter.com/pwFBFVmBkc
