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Trump reage a reportagens sobre supostas tensões com secretário de Guerra

Mandatário criticou reportagens segundo as quais teria cobrado explicações de Pete Hegseth sobre por que, aparentemente, foi enganado a respeito de uma grave escassez de munições.
O presidente dos EUA, Donald TrumpGettyimages.ru / Chris Jackson

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu nesta quinta-feira (6) à reportagem do The Washington Post sobre alegadas tensões com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, a respeito dos estoques de armas dos EUA, supostamente esgotados na guerra contra o Irã.

"A imprensa marrom, como de costume, está espalhando boatos falsos e totalmente infundados. Estou extremamente satisfeito com o trabalho que Pete Hegseth vem realizando", escreveu Trump na rede Truth Social.

O mandatário afirmou que todo o trabalho realizado sob a direção de Hegseth "tem sido extraordinário", incluindo o ataque contra a Venezuela, "cujo resultado foi alcançado em menos de um dia" e que culminou com o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro.

"Da mesma forma, a situação com o Irã, país que foi dizimado para nunca mais ter uma arma nuclear, está indo muito bem!", acrescentou. Além disso, Trump afirmou que "Pete é muito respeitado dentro das Forças Armadas e conseguiu melhorias enormes" dentro do departamento.

"Esse boato foi iniciado pelo 'The Washington ComPost', um dos piores veículos de comunicação do setor, apesar de já os termos avisado de que sua matéria é totalmente falsa. Aliás, realmente acredito que essas suasfalsas 'reportagens' constituem traição!", concluiu.

Suposto conflito e falta de munições

O The Washington Post informou que, ao ser confrontado por Trump, Hegseth se defendeu e atribuiu a culpa pela escassez ao seu subsecretário, Stephen Feinberg, por não garantir que o presidente estivesse plenamente informado sobre a situação das munições.

A discussão evidenciou a crescente frustração de Trump com seu secretário, que foi um dos maiores defensores da ação militar contra o país persa, argumentando que seria uma vitória rápida e relativamente fácil, segundo fontes ouvidas pelo veículo.

Enquanto isso, outros meios de comunicação americanos também apontaram o esgotamento dos estoques de armamento, devido, em particular, à agressão lançada por Washington contra Teerã.

Assim, a Reuters informou na terça-feira (4) que os EUA teriam utilizado "praticamente todos" os seus estoques de mísseis de precisão de longo alcance durante sua agressão contra o Irã, um conflito que já se prolonga por cinco meses. 

Especificamente, o Exército americano teria esgotado grande parte de seu estoque de armas terra-terra, em particular os Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) e os Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM). Cada unidade custa mais de um milhão de dólares, segundo as fontes ouvidas pela agência, que não precisaram quantos mísseis ainda estariam disponíveis.

Por sua vez, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais informou, no final de julho, que os EUA utilizaram tantos sistemas de defesa aérea na guerra contra a nação persa que seus estoques de interceptadores Patriot agora somam menos de mil unidades (aproximadamente 759 a 827 peças), enquanto os mísseis para seus sistemas THAAD giram em torno de 250. 

Antes do conflito, havia aproximadamente 2.330 mísseis Patriot e 452 interceptadores THAAD em estoque, o que significa que mais da metade de cada um deles teria sido utilizada.