STJ decide nesta quinta-feira futuro de ministro acusado de assédio sexual

Marco Buzzi é acusado por duas mulheres; defesa apresentou laudo urológico que aponta disfunção erétil para refutar acusações.

O plenário do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa nesta quinta-feira (6) um processo administrativo contra o ministro Marco Buzzi que pode resultar no afastamento definitivo do magistrado, conforme publicado pela Folha de S.Paulo na quarta-feira (5).

A defesa apresentou um laudo urológico que aponta disfunção erétil como parte da argumentação para contestar acusações de assédio sexual e importunação por duas mulheres.

Segundo os advogados de Buzzi, o documento indicaria que um dos episódios relatados por uma das vítimas não poderia ter ocorrido.

Em depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça, porém, a mulher afirmou que não sabia dizer se o ministro estava excitado, pois havia roupas entre os dois.

O Ministério Público Federal (MPF), que pediu a aposentadoria compulsória do ministro, afirmou que o relatório aponta uma disfunção moderada e não comprova impossibilidade da prática de assédio sexual.