A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou, nesta quinta-feira (6), a postura do prefeito de Hiroshima em relação ao bombardeio atômico dos americanos sofrido pela cidade durante a 2ª Guerra Mundial.
Segundo a diplomata, o prefeito falhou ao não mencionar, mais uma vez, a responsabilidade dos Estados Unidos no ataque.
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Zakharova afirmou que o prefeito repete um "falso mantra"e direciona críticas à Rússia em vez de abordar o contexto histórico do bombardeio. De acordo com a porta-voz, as declarações do prefeito submetem o público japonês a uma "retórica russófoba". Ela destacou que o povo russo sempre se lembrou das vítimas de Hiroshima e Nagasaki, citando a tragédia como um exemplo de brutalidade inaceitável.
Esquecendo a história
Em 6 de agosto deste ano, 81 anos depois do bombardeio atômico da cidade em 1945 pelos Estados Unidos, o prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, durante seu discurso em uma cerimônia em memória à tragédia, não mencionou o nome do país que lançou a bomba atômica. Ao mesmo tempo, ele citou o conflito entre Rússia e Ucrânia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, ao lembrar o 81º aniversário do bombardeio, também evitou mencionar os Estados Unidos.
Há 81 anos, em agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Foi a primeira e única vez que ogivas nucleares foram usadas como arma.
No verão de 1945, o Exército Soviético alcançou a fronteira da região da Manchúria, na China, então ocupada, e estava pronto para atacar o Exército de Kwantung, a principal força japonesa. Com esse cenário, a rendição de Tóquio era iminente. Ainda assim, Washington optou por arrasar o Japão.
Consequências dos bombardeios
Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki estão entre os mais letais da história militar. As estimativas de mortos variam entre 110 mil, segundo o Exército americano nos anos 1940, e 210 mil, de acordo com pesquisadores contrários às armas nucleares.
Além das mortes imediatas, os sobreviventes sofreram envenenamento por radiação, com sintomas como queimaduras, queda de cabelo, náuseas e hemorragias.