O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, tem entre suas propostas a criação de zonas econômicas especiais na região Nordeste. A ideia foi defendida por ele em diferentes ocasiões.
Segundo o candidato, essas áreas contariam com regimes tributários e trabalhistas diferenciados, "tal qual acontece na China". "Você produziria produtos voltados para a exportação. Qualificaria a mão de obra local e geraria atividade econômica concreta", afirmou durante participação em um podcast nos últimos meses".
Ao justificar a proposta, Renan cita fatores que considera vantagens competitivas da região, como terras mais baratas, mão de obra de menor custo e "energia abundante e limpa". O candidato também menciona a ampla presença do Bolsa Família no Nordeste e defende a geração de empregos como alternativa para impulsionar a economia local.
China e Ciro como referências
No sábado, durante o 1º Congresso do Partido Missão, que oficializou sua candidatura à Presidência, Renan voltou a citar a China como referência em política econômica. Ao defender a necessidade de um esforço coletivo para impulsionar o desenvolvimento do país, afirmou:
"Na Coreia, na China, houve algumas gerações que foram gerações de sacrifício, tiveram que trabalhar muito mais do que a geração dos seus filhos, e não viram materialmente o fruto do seu trabalho. Ralaram, foram chamados de escravos. Foi uma geração que se sacrificou pelas gerações futuras. Gerações futuras que vivem muito melhor do que elas jamais viveram. Quis o destino que fôssemos nós a geração do sacrifício", afirmou na ocasião.
Ao abordar políticas de desenvolvimento para a região, Renan também elogiou a trajetória do ex-governador Ciro Gomes no Ceará. Segundo ele, a gestão de Ciro foi "brilhante" ao impulsionar a industrialização do estado na década de 1990, especialmente em cidades como Sobral, que passaram a apresentar um padrão de vida superior ao de outras localidades do Nordeste.