EUA proíbem a exportação destes materiais de defesa essenciais

As restrições, com duração de um ano, entrarão em vigor no final de agosto.

Os Estados Unidos vão proibir a exportação de certos minerais críticos, intensificando seus esforços para garantir as cadeias de suprimentos militares e reduzir sua forte dependência de metais da China, segundo relata o Financial Times.

O Departamento de Indústria e Segurança anunciou na terça-feira (4) uma proibição de um ano à exportação da chamada "massa negra", obtida pela trituração de baterias, e de sucata de tungstênio, usada nas cadeias de suprimentos de defesa. As novas regras estipulam o seguinte:

A medida vem após o presidente Donald Trump instruir, na semana passada, o Departamento de Comércio a elaborar as restrições à exportação, afirmando que o "fornecimento insuficiente" de certos metais "representa um risco crescente" para a defesa e a segurança nacional dos EUA.

A "massa negra" geralmente contém metais usados ​​em baterias, como lítio, cobalto, níquel, manganês e grafite. No entanto, os EUA têm capacidade limitada para processar esse material internamente, e grande parte dele é reciclada na Ásia para se tornar material utilizável.

Por que isso é importante para Trump?

A China domina a produção de uma ampla gama de metais essenciais para diversas indústrias, da defesa à tecnologia e energia. Nesse contexto, os EUA estão focados em desenvolver novas fontes de suprimento e aumentar a reciclagem doméstica.

O tungstênio (também conhecido como volfrâmio), usado em munições, está se tornando cada vez mais escasso devido aos esforços globais de rearmamento, conflitos e controles de exportação sobre diversos elementos críticos impostos pela China nos últimos anos. Seu preço disparou este ano. Os EUA não possuem minas de tungstênio em operação, mas têm alguma capacidade de processamento de sucata metálica.

Algumas empresas americanas pressionaram a Casa Branca para proibir as exportações de sucata de tungstênio, temendo que compradores chineses nos Estados Unidos estivessem pagando preços exorbitantes para garantir suprimentos que eram então devolvidos à China. Segundo dados do grupo de pesquisa Project Blue, este ano houve um aumento nas exportações americanas de sucata de tungstênio para centros de reciclagem nas Filipinas, Taiwan, Vietnã e Coreia do Sul.