O governo japonês avalia o uso de sistemas de inteligência artificial (IA) desenvolvidos por empresas americanas no comando e controle de unidades das Forças de Autodefesa do país com o objetivo de acelerar a tomada de decisões e aprofundar a integração operacional com o exército dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (5) o jornal Nikkei.
Os sistemas avaliados incluem o Maven Smart System (MSS), da Palantir Technologies, utilizado pelo exército dos EUA para analisar dados de campo de batalha, e a plataforma Lattice AI, da Anduril Industries, que integra informações de múltiplos sensores para oferecer uma visão completa do combate. O MSS já foi empregado em operações americanas contra o Irã e pode selecionar alvos automaticamente.
Sua implementação exige acesso a informações classificadas, o que levanta preocupações sobre a exposição de dados sensíveis a empresas estrangeiras. Para mitigar riscos, o Japão planeja substituir gradualmente a tecnologia americana por sistemas nacionais, como o modelo Sakana Fugu, desenvolvido pela Sakana AI. A ideia é criar um "centro de comando" japonês que decida qual IA utilizar em cada situação.
A previsão é que os detalhes sejam definidos antes da revisão dos documentos estratégicos de segurança do país, prevista para o final do ano. A infraestrutura de dados deve ficar em território japonês.