Irmã de Kim Jong-un adverte aliado dos EUA

Kim Yo-jong afirmou que Tóquio está desenvolvendo capacidades de ataque preventivo e reiterou que Pyongyang não permanecerá como uma "espectadora passiva" diante do rearmamento japonês.

A irmã do líder supremo da Coreia do Norte e chefe do Departamento Geral do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (RPDC), Kim Yo-jong, acusou o Japão na terça-feira (4) de acelerar sua transformação em um "Estado de guerra" e alertou que Pyongyang adotará novas opções militares em resposta ao que ela chamou de crescente ameaça à sua segurança.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, a autoridade afirmou que Tóquio está desenvolvendo capacidades de ataque preventivo e reorganizando suas forças armadas para operações ofensivas além de seu território.

O que disse Kim Yo-jong?

Ela alertou que a comunidade internacional não deve ignorar o que ela chamou de remilitarização japonesa e afirmou que o país asiático poderá sofrer consequências por isso.

"Precisamos fazer o Japão sentir que sua segurança foi ainda mais ameaçada por sua ganância", afirmou ela.

Kim Yo-jong foi ainda mais direta, declarando: "Precisamos fazê-lo se arrepender".

Quais ações do Japão são questionadas por Pyongyang?

Os exemplos citados incluem:

Por que a Coreia do Norte culpa os EUA?

Kim Yo-jong afirmou que Washington está por trás do fortalecimento militar do Japão, fornecendo mísseis Tomahawk, adaptando plataformas para sua operação e facilitando testes e treinamento.

Na visão dela, os Estados Unidos estão usando seus aliados na região da Ásia-Pacífico para conter seus adversários estratégicos e aumentar a pressão militar na região.

Contexto

As declarações vêm em meio a um crescente debate regional sobre o rearmamento japonês.

Tóquio publicou seu novo anuário de defesa nesta semana, no qual descreveu a China como seu "maior desafio estratégico até o momento" e defendeu o aumento dos gastos militares.

O documento também enfatiza a necessidade de desenvolver a indústria de defesa nacional, promover tecnologias militares avançadas e fortalecer a cooperação com os Estados Unidos e outros aliados.

China também critica Tóquio

Os alertas de Pyongyang vêm apenas um dia depois de a China acusar o Japão de usar a chamada "ameaça chinesa" como pretexto para expandir seu poderio militar.

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Chen Xi, afirmou que o anuário de defesa do Japão está "repleto de narrativas falsas" e alertou que o "novo tipo de militarismo" do Japão representa uma ameaça à estabilidade regional e à ordem internacional pós-guerra.

O que vem a seguir?

Kim Yo-jong não especificou quais medidas a Coreia do Norte tomaria, mas garantiu que as forças armadas e a liderança do país vai implementar "opções militares adicionais" em resposta à transformação do Japão.

Ela também afirmou que sua nação não permitiria que as capacidades militares do Japão evoluíssem sem uma resposta.