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China reforça ajuda no combate ao ebola na África

Terceira equipe de especialistas médicos chega à República Democrática do Congo para apoiar ações de contenção do maior surto da doença desde a epidemia da África Ocidental.
China reforça ajuda no combate ao ebola na ÁfricaGettyimages.ru / Sally Hayden/SOPA Images/LightRocket

A China reforçou sua cooperação com os países africanos no combate ao ebola ao enviar uma terceira equipe de especialistas médicos à República Democrática do Congo (RDC).

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (4), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que Pequim acompanha a evolução da epidemia com atenção e já enviou diversas equipes médicas ao continente africano desde o início da crise sanitária.

"O surto de ebola ainda está em curso. A China continuará a enviar profissionais médicos para a África, auxiliar os países afetados e fornecer o apoio necessário para conter a epidemia o mais rápido possível", declarou o porta-voz.

Segundo Lin, a nova missão reúne especialistas em epidemiologia, quarentena sanitária, tratamento clínico e testes laboratoriais de patógenos. O objetivo é ampliar a cooperação com autoridades congolesas e organizações internacionais para fortalecer as medidas de contenção da doença.

Situação do surto

A República Democrática do Congo enfrenta atualmente o segundo maior surto de ebola já registrado. Dados do governo congolês apontam 3.532 casos confirmados e 1.556 mortes desde o início da epidemia, há menos de três meses.

De acordo com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC), o atual avanço da doença supera em ritmo todas as epidemias anteriores no mesmo período. O surto é provocado pela variante Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento aprovado.

As operações de resposta também enfrentam dificuldades devido à atuação de grupos armados no leste da RDC e à redução de recursos internacionais destinados à assistência humanitária, conforme a agência Reuters.

Até o momento, apenas a epidemia que atingiu Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016, com mais de 28,6 mil casos e 11,3 mil mortes, foi maior que a atual.