Mattia Maestri morreu no domingo (2), aos 13 anos, após passar nove anos em estado vegetativo devido a uma grave infecção causada pelo consumo de queijo contaminado com a bactéria Escherichia coli. A informação foi relatada pelo seu pai, Giovanni Maestri, à imprensa italiana na segunda-feira (3).
A tragédia começou em junho de 2017, quando o menino desenvolveu síndrome hemolítico-urêmica (SHU) após comer um pedaço de queijo artesanal feito com leite cru por uma empresa de laticínios na cidade italiana de Coredo.
A SHU, especialmente perigosa em crianças, pode ser causada pelas toxinas Shiga produzidas por certas cepas de E. coli.
Antes que a infecção fosse diagnosticada corretamente, o menino foi operado erroneamente por apendicite. Segundo seu pai, um pediatra do pronto-socorro infantil inicialmente se recusou a tratá-lo. Pouco tempo depois, Mattia entrou em estado vegetativo irreversível. Durante anos, ele recebeu até 47 medicamentos por dia e sofreu dezenas de crises epilépticas.
O pediatra foi processado por lesão corporal e negligência. O ex-presidente da fábrica de queijo e o queijeiro responsável pela produção também foram condenados por causar lesões corporais graves. Um juiz impôs multas e ordenou indenização à criança e ao seu pai, embora este tenha recusado o pagamento.
Após o caso, Giovanni Maestri lançou uma campanha de conscientização sobre os riscos associados ao consumo de queijos feitos com leite cru e a necessidade de reforçar a segurança alimentar.