
'O melhor caminho': cientistas lançam proposta drástica para salvar o planeta

Reduzir gradualmente a população mundial pela metade nos próximos dois séculos é fundamental para garantir a sustentabilidade do planeta, afirma um grupo internacional de pesquisadores em um estudo recente publicado na revista Sustainable Development.
Especialistas propõem reduzir a população mundial dos atuais 8,3 bilhões para 4 bilhões até o ano de 2200. Segundo o documento, existe uma correlação "extremamente forte" entre a explosão demográfica e a atual crise ecológica que abrange desde a poluição e a perda de biodiversidade até as mudanças climáticas. "Os problemas ambientais globais são causados pelos seres humanos e nada mais", afirmam os autores, ressaltando que a redução da população "é o melhor caminho a seguir".
Como alcançar isso?
Longe de sugerir políticas coercitivas ou controles obrigatórios, a equipe defende uma transição puramente voluntária, baseada em abordagens sociais comprovadas. O estudo demonstra que as taxas de natalidade caem naturalmente quando medidas de desenvolvimento social são implementadas: ampliação do acesso à educação, melhoria da saúde reprodutiva e empoderamento das mulheres para que tomem decisões informadas sobre a maternidade.

Os pesquisadores reconhecem que a superpopulação neste século — "o mais crítico da história da humanidade" — é resultado de grandes conquistas históricas, como a redução da mortalidade infantil e o aumento da expectativa de vida, mas alertam que, hoje, o impacto sobre os ecossistemas se tornou "avassalador e insustentável". A essa desaceleração demográfica, acrescentam, deve-se somar uma contenção ao consumo excessivo das nações ricas, porque "riqueza e consumo em constante crescimento não são ecologicamente sustentáveis".
"Moderar o impacto per capita e reverter o crescimento populacional é uma estratégia que beneficia tanto a natureza quanto as pessoas", enfatiza o estudo. Segundo a equipe, alcançar essa população mais modesta mitigará as mudanças climáticas, reduzirá a pobreza global e evitará conflitos por recursos.
