Uma petição que pede ao prefeito de Nova York,Zohran Mamdani, que não participe da cerimônia em memória dos atentados de 11 de Setembro já reúne mais de 70 mil assinaturas.
A iniciativa foi lançada por familiares das vítimas, que afirmam que a oposição à presença do prefeito, que é muçulmano, não está relacionada à sua religião, mas às suas posições públicas e supostas ligações com figuras consideradas radicais.
O documento cita sua relação com o imã Siraj Wahhaj, a nomeação do advogado Ramzi Kassem para um cargo na prefeitura e declarações de seu pai, o cientista político Mahmood Mamdani, sobre os atentados de 2001.
Mamdani rejeitou as críticas e afirmou que participará da cerimônia. "Prestarei homenagem com orgulho às famílias, aos sobreviventes e aos socorristas afetados por esse terrível ataque terrorista", declarou, conforme citado pela imprensa local.
A polêmica ocorre em meio ao agravamento das tensões entre o prefeito e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, após Mamdani afirmar que o líder israelense poderia ser preso por acusações de crimes de guerra caso visitasse Nova York. Netanyahu respondeu acusando o prefeito de apoiar o Irã.