Seca histórica no rio Danúbio força fechamento da central nuclear de país europeu

O primeiro-ministro solicita economia de energia entre 17h e 22h; cerca de 50 especialistas garantem resfriamento da planta durante a paralisação inédita em 44 anos.

O primeiro-ministro da Hungria, Peter Magyar, alertou que o país enfrentará "os cinco dias mais críticos" após o desligamento temporário iminente da usina nuclear de Paks, pela primeira vez em 44 anos de operação, segundo informaram veículos de imprensa locais neste domingo (2).

A central, construída em cooperação com a antiga União Soviética e única instalação nuclear ativa do país, suspendeu suas atividades devido aos níveis historicamente baixos do rio Danúbio. Com a marca de -133 centímetros, o último gerador será desligado ao atingir -134 centímetros.

Magyar enfatizou que a segurança da instalação está totalmente garantida, ao passo que 50 especialistas em recursos hídricos trabalharão junto a funcionários da usina para assegurar os 100m³ de água de refrigeração por minuto, necessários durante a paralisação.

Com a Usina de Duna operando em capacidade total, permanece a expectativa positiva de estabilidade do quadro energético da Hungria.

De toda sorte, Magyar solicitou maior conscientização no uso de energia, especialmente entre 17h e 22h. Centros comerciais foram instados a reduzir o resfriamento, enquanto iluminações decorativas de prédios públicos e religiosos devem ser desligadas nos próximos dias.