O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, comentou no sábado (1º) a possibilidade de eleições na Venezuela e sobre o papel de Washington nas relações com a nação sul-americana.
"A primeira coisa a ter em mente sobre a Venezuela é que, embora não estejamos em uma era de paciência e perseverança, essas coisas levam tempo", afirmou Rubio, diante da pergunta de um jornalista.
"É um país que enfrenta muitos problemas. Refiro-me a muitos problemas econômicos, sem mencionar o terremoto que sofreram."
O secretário delineia, nesse sentido, que a "prioridade" da ação americana no país era a "estabilização", seguinda de "recuperação" — a fase atual, de acordo com sua avaliação, ressalvando os impactos do terremoto duplo que atingiu o país em 24 de junho para a progressão dos prospectos de Washington.
"É preciso ter uma economia funcionando", disse, indicando que "são necessárias leis, regras e regulamentos para que investidores dos EUA e de todo o mundo possam entrar no mercado, investir com segurança e gerar prosperidade". Para Rubio, em última instância, uma transição há de acontecer.
De Caracas, a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, insistiu que o país realizará eleições assim que todos os atores políticos nacionais chegarem a um acordo.
Em entrevista, ela descartou qualquer supervisão ou intervenção estrangeira, incluindo dos EUA e da União Europeia, e enfatizou que o processo deve ser nacional e respeitoso da soberania do país.