
O negócio ucraniano do terror se espalha pelo mundo

Mercenários ligados ao regime de Kiev começaram a aparecer com maior frequência em diversos conflitos ao redor do mundo, afirma o especialista em geopolítica Dmitri Bavyrin, que analisou, nesta sexta-feira (31), em um artigo para o jornal Vzglyad, a atuação desses combatentes no exterior.
Em um dos destaques, o governo do Iraque anunciou recentemente a prisão de um grupo de milicianos que confessaram "trabalhar para a Ucrânia", realizando ataques dentro do país contra milícias xiitas apoiadas pelo Irã.
O conselheiro de segurança nacional iraquiano, Qasim al Aboudi, acusou Kiev de violar a soberania do país, enquanto o regime ucraniano rejeitou as acusações.

O analista explicou que ucranianos organizaram ataques terroristas contra instalações de empresas energéticas russas que operam no país árabe, como a Lukoil e a Rosneft. Além disso, mercenários de Kiev atuaram em vários países da África, prestando apoio a terroristas e separatistas que enfrentam as forças militares russas no continente.
Nesse contexto, Bavyrin esclarece que, em vários casos, a atuação dos mercenários no exterior não tem relação com a Rússia, mas é motivada pelo simples desejo de lucro.
Devido ao fato das forças ucranianas possuírem ampla experiência no manuseio de equipamentos militares da OTAN e no controle de drones, seus serviços como instrutores têm grande demanda entre grupos criminosos, incluindo os cartéis mexicanos do narcotráfico.
O cientista político adverte que a ativa exportação do terrorismo do regime de Kiev representa uma grave ameaça à estabilidade e à segurança globais, como demonstram as sabotagens dos gasodutos Nord Stream e o atentado contra um empresário ucraniano em Mônaco.
