Rússia espera que autoridades dos EUA pressionem Ucrânia e 'coloquem Zelensky em seu devido lugar'

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, tem como objetivo expandir o conflito, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que as ações do governo ucraniano têm "natureza terrorista" e alertou para o risco de uma escalada descontrolada do conflito, que poderia afetar até mesmo alguns de seus apoiadores.

Segundo a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, o líder do regime ucraniano Vladimir Zelensky "perdeu sua legitimidade há muito tempo" e seria incapaz de conduzir negociações, acusando-o de tentar envolver mais países no conflito para ampliar a guerra.

A porta-voz afirmou que as forças ucranianas realizaram, nas primeiras horas de 30 de julho, um ataque contra petroleiros de bandeiras estrangeiras na região do terminal marítimo do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, em Novorossiysk.

A porta-voz comentou os ataques com drones feitos por Kiev na madrugada desta quinta-feira (30) contra dois petroleiros no terminal marítimo do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, perto de Novorossiysk, no Mar Negro.

Zakharova enfatizou que uma das empresas envolvidas era a Tengizchevroil, subsidiária da Chevron, empresa americana que atua no fornecimento de recursos energéticos do Cazaquistão.

"Os ataques de neonazistas ucranianos contra a infraestrutura energética civil no Mar Negro continuam, apesar das fortes declarações dos países que Kiev considera parceiros. Seus interesses econômicos — neste caso, o Cazaquistão e os EUA — estão sendo cada vez mais afetados pelas políticas de Zelensky, que ultrapassaram flagrantemente os limites e perderam o contato com a realidade", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

"Esperamos que as autoridades americanas, que têm influência sobre Kiev, finalmente avaliem adequadamente essa postura hipócrita de V. Zelensky e o coloquem em seu devido lugar. Esperamos o mesmo da ONU e de outros organismos internacionais", declarou.