O governo brasileiro repudiou nesta quarta-feira (29) a decisão dos Estados Unidos de prorrogar, por mais um ano, a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou como "infundadas e inverídicas" as justificativas apresentadas por Washington para manter a medida.
Segundo o comunicado, o governo norte-americano voltou a alegar que o Brasil representa uma "ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos".
Entre os argumentos citados estão supostas violações à liberdade de expressão de cidadãos e empresas americanas, censura e prisão de pessoas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de alegadas violações de direitos humanos e suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e apoiadores.
Na resposta, o governo brasileiro afirmou que as acusações carecem de fundamento e já foram "amplamente rebatidas em encontros de autoridades dos dois países". O texto também ressaltou que o Brasil "reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União".
A nota destacou que o Poder Judiciário brasileiro atua em conformidade com a Constituição Federal e rejeitou qualquer tentativa de caracterizar o país como uma ameaça aos Estados Unidos.
"A qualquer título, é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos", afirmou o comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.