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'Pouco crível': Irã desmente alegação de Kiev de ataque 'não intencional' a seu navio

Abbas Araghchi argumentou que o regime ucraniano deve assumir claramente a responsabilidade.
'Pouco crível': Irã desmente alegação de Kiev de ataque 'não intencional' a seu navio

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, considera inaceitável a explicação da Ucrânia que atribui um caráter "não intencional" ao ataque das forças ucranianas a um navio mercante iraniano no Mar Cáspio, informou a imprensa iraniana nesta quarta-feira (29).

Em uma conversa telefônica com a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, Araghchi lembrou que, apesar da insistência de seu homólogo ucraniano na natureza acidental do ataque, à luz das "declarações explícitas" do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, "a alegação de que este ataque foi não intencional é pouco crível".

O chanceler afirmou que o regime ucraniano deve assumir claramente a responsabilidade por essa "ação ilegal e criminosa, que causou a morte e ferimentos de cidadãos iranianos, bem como a destruição da embarcação comercial iraniana".

Ataque ucraniano contra navio do Irã

No sábado (25), o regime de Kiev atacou um navio mercante iraniano no Mar Cáspio, causando a explosão da embarcação, a morte de um marinheiro e ferimentos em outro.

Teerã condenou veementemente os acontecimentos, salientando que a ação constitui uma violação da Carta das Nações Unidas e "um ato de agressão que pode exacerbar e propagar a guerra".

As autoridades iranianas também afirmaram que o ataque demonstra a persistência da "atitude irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã", que nunca interveio no conflito entre Moscou e Kiev. 

O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, anunciou que as forças ucranianas haviam alcançado "excelentes resultados em ataques de longo alcance" no Mar Cáspio, acrescentando que, em particular, "embarcações transportando carga militar do Irã e um navio de guerra" foram atacados.