A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai promover o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil para mostrar ao mundo que a "saúde para todos" é um conceito possível, afirmou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, durante um evento no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28).
Ao longo do evento no Hospital do Andaraí, que também contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Tedros afirmou ainda que conversou com uma paciente chamada Claudia. Segundo ele, a mulher o surpreendeu ao dizer que não havia pago pelo tratamento odontológico recebido por meio do programa Brasil Sorridente.
"Eu acredito e sei do compromisso de Sua Excelência, o Presidente, que a saúde universal vai continuar a ser fortalecida no Brasil", afirmou Tedros a Lula na ocasião.
Ao citar essas iniciativas na área da saúde, o diretor-geral da OMS afirmou que "são poucos os líderes que têm essa preocupação, esse compromisso" com a saúde como Lula.
Tedros também relembrou o período em que foi ministro da Saúde da Etiópia, afirmando que, a partir de 2006, seu país firmou os primeiros acordos de cooperação com o Brasil na área da saúde.
Segundo ele, a parceria, que incluiu a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contribuiu para fortalecer o sistema de saúde etíope. O diretor-geral da OMS elogiou a instituição brasileira, classificando-a como "uma campeã nacional de educação e saúde", com reconhecimento que vai além do Brasil.