Putin destaca tecnologia que ninguém no mundo possui, exceto a Rússia

O presidente revelou os recentes avanços na construção de quebra-gelos russos.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou neste domingo (26), em reunião com comandantes da Marinha Russa, que nenhum outro país possui uma frota de quebra-gelos como a da Rússia.

"Nenhum outro país no mundo tem uma frota de quebra-gelos como a nossa. Não creio que alguém mais tenha quebra-gelos movidos a energia nuclear, mas nós temos, começando com o quebra-gelo Lenin. Agora estamos construindo o chamado Líder, que será capaz de romper gelo de espessura sem precedentes, de vários metros", declarou.

O presidente indicou que, se algum país aspira a construir quebra-gelos semelhantes aos russos, o processo levará muito tempo. "Países com tecnologia avançada provavelmente conseguiriam, mas levaria anos. Talvez uma década", disse ele.

Vantagens da Rússia

A frota russa de quebra-gelos é única tanto em número de unidades quanto na composição dos navios que a integram.

O quebra-gelo Stalingrad, a ser construído no estaleiro Baltiisk em São Petersburgo, é o sexto quebra-gelo de propulsão nuclear da série do Projeto 22220. Este projeto também inclui o Sibir, o Ural e o Yakutia, que já estão em serviço; o Chukotka (atualmente em fase de conclusão, com previsão de lançamento para novembro de 2024); e o Leningrad (ainda em construção).

Os navios deste projeto deslocam 33,5 mil toneladas e medem 173,3 metros de comprimento e 34 metros de boca. Seus reatores fornecem aproximadamente 60 megawatts de potência às hélices, permitindo-lhes cortar gelo com até três metros de espessura. O design de calado duplo desses navios permite que operem tanto nas águas congeladas do Ártico quanto nas desembocaduras de rios polares.

"A Rússia é o único país do mundo capaz de produzir em massa quebra-gelos nucleares potentes e confiáveis ​​[...] utilizando suas próprias tecnologias nacionais", declarou o presidente russo anteriormente. Ele também enfatizou que, "apesar das dificuldades e desafios atuais", o país continuará "expandindo as capacidades" de sua frota dessas embarcações, "desenvolvendo a construção naval nacional e criando avanços científicos e tecnológicos revolucionários".