Nova tecnologia pode tornar as futuras redes 6G mais seguras e confiáveis

Um novo sistema pode ajudar as redes de telecomunicações a lidar melhor com a crescente interferência eletromagnética, aumentando a eficiência e a confiabilidade das comunicações sem fio.

Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um sistema capaz de reduzir os efeitos da interferência eletromagnética gerada pela crescente quantidade de dispositivos conectados em todo o mundo. Segundo a Universidade de Glasgow, no Reino Unido, a tecnologia poderá tornar as futuras redes 6G mais seguras, confiáveis e eficientes.

À medida que o volume de ruído eletromagnético aumenta, os dispositivos enfrentam mais dificuldades para se comunicar com clareza. Uma das soluções mais promissoras para esse problema são as superfícies inteligentes reconfiguráveis (RIS, na sigla em inglês), painéis que funcionam como espelhos programáveis, redirecionando as ondas de rádio para os usuários desejados. No entanto, essas superfícies também refletem o ruído de fundo, o que reduz a qualidade do sinal.

Método inovador

Em um estudo publicado no periódico IEEE Journal of Selected Topics in Electromagnetics, Antennas and Propagation, cientistas propuseram um método que filtra interferências sem perda de intensidade do sinal. Eles explicaram que o sistema identifica a "impressão digital" estatística do ruído e ajusta o RIS (Dispositivo de Interface de Rádio) para bloqueá-lo, melhorando tanto a qualidade da conexão quanto a precisão da localização do usuário.

Em testes de laboratório com um RIS composto por mais de 4.000 elementos, a tecnologia aumentou a velocidade de transmissão de dados e concentrou a energia apenas nos usuários legítimos, privando potenciais interceptadores de um sinal utilizável.

O pesquisador Jalil Kazim enfatizou que essa técnica reduz a carga de processamento digital e o consumo de energia da rede. O professor Qammer Abbasi acrescentou que esse avanço nos aproxima do desenvolvimento de redes mais eficientes e seguras para aplicações como saúde conectada, sistemas autônomos e cidades inteligentes.

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