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'Somos bons em quase tudo': Milei justifica derrota na Copa do Mundo e diz que Argentina desperta inveja

O presidente argentino elogiou o desempenho da seleção argentina e destacou a postura "ponderada" da equipe, apesar das "atitudes inadequadas" da arbitragem.
'Somos bons em quase tudo': Milei justifica derrota na Copa do Mundo e diz que Argentina desperta invejaGettyimages.ru / Marcos del Mazo / LightRocket

O presidente da Argentina, Javier Milei, reacendeu a polêmica após a derrota da seleção argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. Ao comentar o desempenho da equipe e as críticas dirigidas ao país, o presidente criticou a arbitragem e afirmou que muitas dessas críticas são motivadas pela inveja.

As declarações do chefe de Estado ocorrem em meio a uma onda de teorias da conspiração que se espalhou entre torcedores argentinos após a partida. A repercussão rapidamente ganhou força nas redes sociais, onde uma petição pedindo a repetição da final da Copa do Mundo, sem a participação do árbitro esloveno Slavko Vinčić, já reuniu mais de 100 mil assinaturas.

Em entrevista ao canal LN+, Milei elogiou o esforço da seleção argentina e destacou sua postura "ponderada", apesar do "comportamento inadequado da arbitragem em relação ao time em algumas partidas". Ao comentar a decisão contra a Espanha, o presidente reconheceu que a Argentina perdeu "para um adversário formidável" e que a partida foi "muito desfavorável" para sua equipe, mas ressaltou que os jogadores enfrentavam "problemas físicos significativos".

Mais tarde, o presidente elevou o tom de sua retórica em resposta às opiniões desfavoráveis ​​sobre seu país. Por meio de uma mensagem provocativa publicada nesta quarta-feira (22) em sua conta do Instagram*, ele encerrou o debate enfatizando a superioridade de seus cidadãos: "O problema da Argentina é que nos destacamos, não passamos despercebidos, as pessoas têm inveja de nós e somos bons em quase tudo. Desculpem, mas alguém tinha que dizer isso."

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.