O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reuniu-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quinta-feira (23).
Os ministros discutiram as relações bilaterais e diversas questões internacionais, incluindo o conflito na Ucrânia e a guerra dos EUA contra o Irã.
Principais fatos sobre o encontro:
A reunião ocorreu à margem dos eventos da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que estão sendo realizados esta semana em Manila, Filipinas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o encontro foi proposto pelos EUA.
A reunião durou aproximadamente meia hora.
O que foi discutido?
"Houve uma troca de opiniões detalhada sobre uma ampla gama de questões bilaterais e internacionais, com base em contatos recentes no alto nível", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Lavrov informou Rubio sobre a situação atual ao longo da linha de frente no conflito ucraniano e "enfatizou a inaceitabilidade de continuar armando o regime de Kiev e as políticas geralmente desestabilizadoras dos países europeus, que continuam buscando uma 'derrota estratégica' da Rússia".
O ministro russo reafirmou a disposição de Moscou em resolver o conflito ucraniano e seu compromisso com os acordos alcançados em Anchorage.
A normalização das condições operacionais nas missões diplomáticas russa e americana também foi abordada.
Foram discutidas ainda as questões regionais e internacionais, incluindo a situação no Oriente Médio.
As partes apoiaram o desenvolvimento de intercâmbios interparlamentares e laços culturais e concordaram em manter contato entre suas missões diplomáticas, inclusive no âmbito de organizações internacionais.
O que disse Rubio?
O secretário de Estado revelou que discutiram "a relação entre os Estados Unidos e a Rússia e a necessidade de pôr fim à guerra entre a Rússia e a Ucrânia".
Ele descreveu a conversa com Lavrov como "boa" e "franca".
Rubio admitiu que os EUA vendem armas à Ucrânia através da iniciativa PURL, pela qual países europeus compram equipamentos americanos e repassam à Kiev.
Ele afirmou que Washington quer um acordo de paz: "Queremos que a guerra termine. Estamos preparados para desempenhar qualquer papel positivo que pudermos para pôr fim à guerra".
"E para pôr fim a esta guerra, precisaremos de algo em que tanto a Rússia como a Ucrânia concordem [...] Isso vai exigir muito trabalho", enfatizou.