Em resposta aos recentes terremotos na Venezuela, a Rússia mobilizou laboratórios móveis para auxiliar na gestão da crise. A iniciativa busca analisar o cenário sanitário e epidemiológico local, permitindo a identificação precoce de riscos e o controle de possíveis surtos de doenças infecciosas.
A Rússia doou à nação caribenha dois Laboratórios Móveis de Biossegurança de Nível 3. As instalações serão distribuídas entre o Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica e o Instituto Nacional de Higiene.
Segundo a comissão técnica russa, essas unidades aumentam a eficiência do sistema de saúde local ao aproximar o diagnóstico dos epicentros de surtos e permitir alertas em tempo real.
Para garantir a operacionalidade, Moscou também fornecerá treinamento especializado aos profissionais venezuelanos, capacitando-os na montagem, desmontagem e logística de deslocamento dos laboratórios para áreas de emergência.
Luisana Melo, presidente do Instituto Nacional de Higiene Rafael Rangel, destacou que os laboratórios contam com tecnologia de última geração.
Terremotos na Venezuela
Na tarde de 24 de junho, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo. Segundo especialistas, trata-se de um fenômeno raro conhecido como "duplo sísmico".
Esses terremotos foram classificados como os mais fortes na Venezuela em 126 anos. Eles e seus tremores secundários causaram inúmeras mortes e feridos, além do desabamento de prédios e danos à infraestrutura crítica.
O número de mortos pelos fortes terremotos subiu para 5.278, enquanto o de feridos chegou a 16.740, segundo o último balanço oficial divulgado na segunda-feira (21) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.