Megagasoduto africano avança após acordo histórico

O projeto de quase 6.900 quilômetros terá capacidade para transportar 30 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, conectando a África Ocidental aos mercados da Europa.

O Gasoduto Atlântico Africano (AAGP) deu um importante passo com a assinarem o Acordo Intergovernamental durante a cúpula em Freetown, Serra Leoa, informou a NNPC.

O projeto conectará as reservas de gás da África Ocidental aos principais mercados consumidores, integrando o setor energético do continente e criando um corredor estratégico entre África Ocidental, Sahel, Marrocos e Europa.

Com quase 6.900 quilômetros de extensão e capacidade para transportar 30 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, o gasoduto conta com apoio da Nigéria, de Marrocos, da CEDEAO Comunidade (Econômica dos Estados da África Ocidental) e da Mauritânia.

A assinatura confirma a aprovação dada pela 66ª Cúpula da CEDEAO, em Abuja, em dezembro de 2024, concluindo o processo institucional do bloco.

Implementação do projeto

Os estudos de Engenharia e Design de Front-End (FEED) e das rotas foram concluídos. Os estudos ambientais e sociais avançam, e os principais marcos legais, regulatórios e comerciais já foram definidos.

O AAGP atenderá 13 países litorâneos do Atlântico e, por interconexões, também os países do Sahel sem litoral. O corredor poderá fornecer até 15 bilhões de metros cúbicos de gás por ano a Marrocos e à Europa, além de reforçar o abastecimento regional.

Após as assinaturas de Marrocos e da Mauritânia, serão criadas a Autoridade Superior do Oleoduto (PHA), em Abuja (Nigéria), e a Companhia do Projeto AAGP, em Casablanca (Marrocos), que supervisionarão a implementação e prepararão a Decisão Final de Investimento (FID).