EUA iniciam nova onda de ataques contra o Irã

Washington justificou os ataques acusando Teerã de atacar barcos comerciais no Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (20) uma nova onda de ataques contra posições iranianas. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).

"Hoje, às 16h (horário da costa leste dos EUA), as forças norte-americanas iniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã por ordem do comandante em chefe. Esses ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz", diz a mensagem publicada pelo comando militar em sua conta na rede social X.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia prometido novas represálias contra a República Islâmica.

"Sempre que o Irã matar um soldado dos Estados Unidos, pagará muitas vezes por isso", afirmou o presidente em uma mensagem que, segundo ele, já havia sido transmitida ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, e a outros comandantes militares do Pentágono.

Enquanto isso, o porta-voz do Exército do Irã, o general de brigada Mohammad Akraminia, advertiu que a guerra contra Washington continuará até que seja alcançada a plena dissuasão.

"A racionalidade dita que a guerra deve continuar até alcançar a dissuasão total para a nação iraniana. Caso contrário, o inimigo voltará a invadir o querido território iraniano por erros de cálculo. Portanto, a continuidade da guerra até alcançar a dissuasão total não se baseia em entusiasmo nem em beligerância, mas na experiência e na racionalidade", afirmou o militar.

Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e acusou o país de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz.

Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.