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Infantino rasga elogios a Trump em meio à Copa

"O senhor não precisa que ninguém o bajule", disse o presidente da FIFA, ao elogiar o norte-americano.
Infantino rasga elogios a Trump em meio à CopaGettyimages.ru / Andrew Harnik

O presidente da FIFA, Gianni Infantino,expressou efusivamente sua gratidão ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo "sucesso estrondoso" da Copa do Mundo de 2026, cuja final será disputada entre Argentina e Espanha no domingo (19), em Nova Jersey.

"É a verdade. O senhor não precisa que ninguém o bajule, Sr. Presidente, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão estrondoso sem o senhor", enfatizou o dirigente esportivo nesta sexta-feira (17), em uma coletiva de imprensa realizada com Trump em Nova York.

Da mesma forma, Infantino atribuiu ao presidente o mérito de ter ajudado a criar um "ambiente seguro, protegido e alegre" durante a competição, que também foi realizada no México e no Canadá, embora a maioria das partidas tenha sido disputada nos Estados Unidos (78 de um total de 104).

"Esta não foi, e não é, apenas a melhor Copa do Mundo de todos os tempos: é o maior evento humano, social e cultural que a humanidade já testemunhou. E todos nós fazemos parte disso. Por isso, agradeço do fundo do meu coração", enfatizou.

Alegações de favoritismo

O papel de Infantino não foi isento de controvérsias devido aos seus laços estreitos com a Casa Branca. Em 5 de julho, Trump publicou uma mensagem agradecendo à FIFA por ter anulado o cartão vermelho mostrado ao atacante americano Folarin Balogun na partida das oitavas de final contra a Bósnia-Herzegovina. "Obrigado à FIFA por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça", escreveu no Truth Social.

Diversos veículos de comunicação noticiaram na época que o político republicano telefonou para Infantino para tentar reverter a decisão que resultaria em expulsão automática. Mais tarde, Trump reconheceu publicamente que de fato havia contatado o presidente da FIFA para solicitar "uma revisão " .

A presença de Balogun não impediu a derrota dos EUA para a Bélgica por 4 a 1, enquanto Infantino foi criticado em diversos fóruns por suposto favorecimento a uma das nações anfitriãs.