Tarifa de Trump coloca Brasil no topo da lista de sobretaxas na América do Sul

Levantamento da Global Trade Alert aponta que a tarifa média efetiva chegará a 18,2% entre 22 e 25 de julho e depois recuará para 14,4%, ainda acima da cobrada dos demais países sul-americanos.

O Brasil passará a ter, a partir de 22 de julho, a maior tarifa média da América do Sul para a entrada de seus produtos nos Estados Unidos. O cálculo é da Global Trade Alert (GTA), centro de estudos independente com sede na Suíça.

Segundo a análise, a tarifa efetiva média do Brasil, hoje em 11,7%, subirá para 18,2% com a entrada em vigor das novas tarifas anunciadas por Donald Trump na última quarta-feira (17). O percentual considera o peso de cada produto na pauta de exportações e as exceções previstas nas novas regras, por isso difere da alíquota de 25% anunciada pelo presidente.

Atualmente, o Brasil tem uma tarifa média semelhante à do Uruguai e inferior apenas à do Paraguai, que registra 12,9%.

Escalada temporária

De acordo com a GTA, a taxa de 18,2% valerá por quatro dias. A partir de 26 de julho, a tarifa média cairá para 14,4%, mas continuará acima da aplicada aos demais países da região.

O aumento temporário ocorre porque a tarifa de 25% da Seção 301 será aplicada enquanto ainda estiver em vigor o adicional de 10% da Seção 122, que expira em 25 de julho.