'Nos desprezam, nos usam, mentem para nós': Tucker Carlson alerta para risco de revolução nos EUA

O jornalista declarou que Trump "traiu os EUA com uma potência estrangeira [Israel]" e que uma revolução é uma consequência, quando a expectativa de vida diminui e a classe média desaparece.

O jornalista americano Tucker Carlson acredita que existe o risco de uma revolução nos Estados Unidos devido à atitude desdenhosa das autoridades em relação ao povo, afirmou o jornalista em uma entrevista à Bloomberg publicada nesta sexta-feira (17).

"Temos líderes que nos desprezam, que dão nosso apoio como garantido, que nos usam, que mentem para nós, que realmente não se importam conosco, e sabemos disso porque quando a expectativa de vida diminui, quando as pessoas morrem mais jovens, quando a classe média desaparece como aconteceu há onze anos e ninguém diz nada a respeito, então estou simplesmente buscando uma alternativa. Não é difícil, deveríamos ser capazes de encontrá-la", afirmou.

Quando a entrevistadora, Mishal Husain, observou que Tucker está pintando "um quadro sombrio dos EUA", o comentarista não concordou, dizendo que é "um quadro humano normal". "Eu não quero uma revolução, mas teremos uma revolução se isso continuar", acrescentou.

O jornalista enfatizou que rejeita a violência política. "O que estou dizendo é que, se as pessoas tiverem a impressão de que seu voto não importa, de que não há maneira não violenta de fazerem suas vozes serem ouvidas, inevitavelmente, com o tempo, elas recorrerão à violência. Eu não quero isso", ressaltou.

Críticas a Donald Trump

Carlson também criticou duramente o presidente dos EUA. "Donald Trump foidesleal aos Estados Unidos, totalmente desleal aos Estados Unidos. Ele traiu os Estados Unidos com uma potência estrangeira [Israel]", declarou, criticando o fato de Israel ter arrastado Washington para a guerra contra o Irã. "Sabe o que faz um bom pai ou uma boa mãe? Ama seus filhos", afirmou.

"É um argumento fraco, não estou fingindo que não, mas também é uma afirmação factual e verificável de que Israel nos pressionou a entrar nessa situação e Trump permitiu que isso acontecesse", concluiu o jornalista.