A Rússia rejeita as acusações de Donald Trump sobre a interferência russa nas eleições presidenciais americanas de 2020, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
"O presidente [dos EUA] está se referindo a relatórios de inteligência anônimos e sem provas vindos de seu país sobre a interferência russa nas eleições presidenciais", afirmou o porta-voz.
"Lembro que várias investigações foram conduzidas nos EUA, e todas concluíram que a Rússia não interferiu nas eleições americanas. Essas investigações não foram feitas por nossas agências de segurança, mas sim pelos americanos", enfatizou Peskov.
Tanto as forças de segurança quanto uma comissão do Congresso, assim como o gabinete do Procurador-Geral dos EUA, concluíram que não houve qualquer interferência, enfatizou. Peskov observou que Moscou rejeita as acusações e nunca "interferiu nos assuntos internos de outros", e espera que outros parem de interferir nos seus próprios.
Em 2015, Trump acusou Barack Obama de orquestrar a conspiração em torno da suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais de 2016.
"O próprio Obama fabricou a farsa da Rússia, Rússia, Rússia. A desonesta Hillary, o sonolento Joe e muitos outros estiveram envolvidos nisso. O crime do século! Provas irrefutáveis. Uma grave ameaça ao nosso país!", escreveu Trump na época.
Em março, o filho do presidente, Donald Trump Jr., afirmou em um podcast que a inteligência americana interceptou comunicações vindas de Kiev que propunham o financiamento ilegal da campanha de reeleição de Joe Biden em 2024, desviando centenas de milhões de dólares recebidos para financiar projetos de energia limpa.