Milei demonstra preferência por empresa inglesa às vésperas da histórica semifinal da Copa

A decisão, publicada no Diário Oficial, gerou críticas devido à tensão persistente nas relações bilaterais, decorrente da ocupação britânica das Ilhas Malvinas, sobre as quais a Argentina reivindica soberania.

Horas antes da histórica vitória da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, o presidente argentino, Javier Milei, assinou um decreto autorizando uma empresa britânica a explorar de hidrocarbonetos em águas argentinas.

A decisão, publicada no Diário Oficial, gerou críticas devido à tensão persistente nas relações bilaterais, decorrente da ocupação britânica das Ilhas Malvinas, sobre as quais a Argentina reivindica soberania.

O decreto, que passou quase despercebido em meio à euforia da Copa do Mundo, detalha que diversas empresas internacionais manifestaram interesse em desenvolver atividades e contribuir com capacidade técnica e financeira para a exploração de áreas marítimas localizadas na plataforma continental argentina.

O texto especifica que, em 14 de fevereiro de 2025, a empresa britânica Challenger Energy Group manifestou formalmente seu interesse em obter uma licença de exploração para uma área marítima localizada na Bacia Norte Argentina, que está sob jurisdição nacional e abrange uma área aproximada de 5 mil quilômetros quadrados.

O Secretariado de Energia, subordinado ao Ministério da Economia, deve convocar uma Licitação Pública Internacional para determinar a adjudicação da licença de exploração "com base na manifestação de interesse apresentada pela empresa Challenger Energy Group", detalha o decreto.

O governo manteve-se em silêncio durante várias semanas sobre as  explorações ilegais, mas assim que terminou a partida em que a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1, emitiu uma inesperada "nota formal de protesto" à embaixada do Reino Unido em Buenos Aires para expressar "a mais veemente rejeição" aos movimentos do navio HMS Medway, —estacionado ilegalmente nas Ilhas Malvinas—, que não foram devidamente notificados.