Wladimir Valler Filho, embaixador do Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong, foi denunciado por funcionários da unidade por supostos episódios de perseguição, intimidação e assédio moral.
As informações foram publicadas nesta quinta-feira (16) pelo Metrópoles.
As acusações constam em duas cartas coletivas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores, que abriu um procedimento investigativo e firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os denunciados.
Segundo os relatos, servidores afirmam que o ambiente de trabalho se tornou "insustentável", com decisões unilaterais, retirada de funções e temor de possíveis retaliações.
Os documentos, datados de março e abril de 2026, pedem a apuração dos fatos e medidas para garantir proteção aos funcionários que relataram os episódios.
Entre os episódios citados nas cartas estão:
- suposta redução da jornada de trabalho do embaixador e viagens particulares em dias úteis;
- afastamento de servidoras de suas funções sem justificativa;
- ameaças de remoção de assessores para outros postos;
- apelidos considerados ofensivos atribuídos a colegas pelo conselheiro Hervelter de Mattos;
- orientação para ignorar e-mails institucionais e problemas na gestão de setores do consulado.
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que recebeu as denúncias, informou que elas foram encaminhadas à Corregedoria do Serviço Exterior e resultaram na assinatura de um TAC.
A pasta também afirmou que a remoção de uma das servidoras citadas nas cartas não teve relação com a investigação.