O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) divulgou detalhes nesta terça-feira (14) sobre seus mais recentes ataques contra alvos dos EUA no Bahrein e no Kuwait.
Eles observaram que a Marinha e a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária lançaram "ataques simultâneos com mísseis e drones", destruindo diversas instalações de armazenamento de armas e partes de navios e aeronaves inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.
Eles também atacaram "uma plataforma de lançamento de drones MQ9 inimiga" na base Ali Al-Salem, no Kuwait, "destruindo ou danificando vários drones".
O IRGC indicou que esses ataques foram uma resposta à "agressão desta tarde do Exército dos EUA", que atacou várias estações costeiras de suas Forças Armadas.
As forças iranianas alertaram que as ações retaliatórias e punitivas continuarão "enquanto os crimes dos EUA persistirem". "E se essas incursões se repetirem, serão recebidas com medidas drásticas", enfatizaram.
Nem petróleo nem gás
Além disso, deixaram claro que, enquanto as "ações malignas" dos EUA continuarem na região, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada" de lá.
"Esses ataques apenas atrasarão a reabertura do Estreito de Ormuz", acrescentaram em seu comunicado.
- O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na tarde de segunda-feira o início de uma série de ataques contra o Irã, em meio a uma nova escalada militar.
- Horas antes, a mídia iraniana noticiou explosões em diversas cidades no sul da República Islâmica. Em retaliação, as forças do país atacaram alvos americanos na região com drones e mísseis de cruzeiro.
- Donald Trump continua suas ameaças contra o Irã. Ontem, ele afirmou que Washington não "tolerará" a mudança de postura de Teerã e continuará seus ataques. "Destruímos o exército deles. Estamos os atingindo com muita força", declarou.
- O Irã, por sua vez, reconhece que o acordo com os EUA entrou em "uma fase crítica" e insiste que seu arsenal permanece forte, prometendo que não permitirá que Washington interfira na gestão do Estreito de Ormuz. Além disso, enfatiza que, diante dessa nova escalada, Teerã não está atacando, mas sim exercendo seu direito à autodefesa.